Profissionais e empresas migram para os edifícios
VALESKA MATHEUS
De
uma casa espaçosa para uma sala em um edifício comercial de
alto padrão, na zona nobre de Ribeirão Preto. Esta migração
tem sido uma opção de muitos profissionais e empresas da
cidade.
Mais segurança e conforto para os pacientes foram os motivos que levaram o dentista Fabrício Magalhães a mudar seu consultório, há cerca de um ano e meio, para o edifício Ribeirão Office Tower. “O edifício possui um sistema moderno de segurança que beneficia os meus pacientes. Além da facilidade do estacionamento. Estar num espaço assim agrega valor ao profissional”, diz. Esta também foi a opção da superintendência Estadual de Varejo do Banco do Brasil ao instalar o escritório em Ribeirão Preto.
“Desde que foi lançado o primeiro empreendimento deste tipo, em 1999, a procura por locação cresce ano a ano, por conta da estrutura moderna, da tecnologia e a segurança que oferecem”, afirma o corretor Dagmar Roberto Peluzzo.
A gerente de marketing da Pereira Alvim, construtora que possui dois empreendimentos deste tipo, Ana Maria Machado, acredita que a transferência de escritórios para edifícios comerciais de alto padrão é uma tendência, principalmente por questões de segurança. O último empreendimento lançado pela construtora foi entregue no mês passado, já com 100% das unidades vendidas. “Os edifícios têm facilidade de acesso, estacionamento privativo e localização privilegiada”, comenta.
A maioria das salas é ocupada por profissionais liberais, corporações e escritórios regionais de empresas com matriz em outras cidades. “Acaba facilitando a localização dos clientes, já que o próprio prédio se torna um ponto de referência”, explica. A própria construtora é um exemplo desta migração. Ela transferiu sua sede de uma residência para o edifício New Century, assim que o prédio foi inaugurado. Segundo Ana Maria, outro atrativo é o intercâmbio de profissionais de diversas áreas. “Hoje as pessoas buscam minimizar distâncias para ganhar tempo. Muitos dos nossos funcionários freqüentam médicos, dentistas e outros profissionais do edifício”, diz Ana Maria.
Tese confirmada pelo dentista, que atende pessoas que trabalham no edifício e também tenta usufruir desta praticidade. “Acabam de inaugurar uma academia no prédio e pretendo freqüentá-la”, exemplifica.
Para o diretor da Pres Construtora, Antônio Petillo, esse ‘intercâmbio’ cria uma sinergia entre as empresas. “Uma empresa atrai a outra”, explica. Magalhães explica que a única limitação é o valor do investimento. O aluguel gira entre R$ 1,1 mil e R$ 1,5 mil, a depender da metragem e do edifício, mais a taxa de condomínio que pode chegar a quase R$ 500.
O diretor afirma que a cidade tem potencial de mercado para este tipo de empreendimento, pela sua projeção regional e perspectivas do setor sucroalcooleiro, que deve atrair mais sedes de empresas para RP. “Um ano e meio após a entrega o Office Tower está com 86% de ocupação, um índice considerado excelente”, conclui.
Evolução no conceito
Para acompanhar as necessidades dos empresários houve uma evolução no conceito arquitetônico desses edifícios. As salas são projetadas sem divisórias e sem interferência de pilares, com um sistema estrutural que permite personalizar o espaço de acordo com a especificidade de cada empresa ou profissional. Banheiros exclusivos por sala também permite melhor adequação aos profissionais da área de saúde.
“Todos os conjuntos possuem flexibilidade de uso, para atender a multiplicidade de funções que o edifício abriga”, explica o arquiteto Carlos Trocca, que assina o projeto de dois empreendimentos. Muitos desses edifícios estão integrados a ‘complexos’ como shoppings e apart-hotéis, que são diferenciais que atraem os profissionais.
Fonte: Jornal A Cidade
Data: 26/03/07