Mercado imobiliário revela aquecimento
O diretor do Creci diz que a vinda de novas indústrias e o crescimento das já instaladas na cidade reflete no bom momento do setor imobiliário
O potencial econômico de Piracicaba e as facilidades de financiamento oferecidas pela Caixa Econômica Federal e demais instituições financeiras são dois dos fatores responsáveis pelo aquecimento do mercado imobiliário na cidade. A avaliação é de José Carlos Masson, diretor da delegacia local do Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis).
Ele explica que a vinda de novas indústrias e o crescimento das já instaladas na cidade, atraindo mão-de-obra, traz reflexos para o setor imobiliário nos segmentos de vendas e locações.
A delegacia local do Creci não tem uma pesquisa específica sobre o setor em Piracicaba, mas apenas uma avaliação informal baseada nos dados surgidos de conversas com os corretores de imóveis.
Outro dado citado por Masson para mostrar o crescimento do mercado imobiliário é o constante surgimento de novos loteamentos e novos empreendimentos, sinal, segundo ele, de que há uma grande demanda na cidade.
O quadro em Piracicaba, avaliado pelo diretor do Creci, é mais otimista que o revelado por uma visão global do Estado, segundo indica pesquisa realizada pelo próprio Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de São Paulo, em 37 cidades paulistas, entre as quais, Piracicaba.
A pesquisa indica que “as vendas de imóveis usados ficaram estáveis, com pequena variação positiva de 0,31%”, tendo sido vendidos 1.029 imóveis, a maioria na faixa de até R$ 100 mil.
Os dados coletados mostram que 72,59% das casas e apartamentos vendidos no interior não ultrapassaram esse valor. Um comparativo entre os meses de maio e junho mostra que, neste último, o interior do Estado apresentou uma alta de 6,97% nas vendas.
Quanto ao mercado de locações, de acordo com as informações passadas ao Creci pelas 1.516 imobiliárias ouvidas em todo o Estado, a situação é oposta a das vendas, com queda da ordem 4,7% nos índices globais.
Quando a análise fica restrita ao interior do Estado, o percentual de queda é de 4,38%, contra 8,77% da capital paulista. A única região a apresentar alta nas locações foi a do ABCD, além de Guarulhos e Osasco, onde o crescimento foi da ordem de 2,48%.
PREFERÊNCIA – Com relação à faixa de valores para locação a pesquisa do Creci mostrou que a demanda maior é por aqueles imóveis com aluguel entre R$ 200 e R$ 600, mesma constatação feita pelo Jornal de Piracicaba numa pesquisa informal com algumas imobiliárias locais. Segundo o Creci, “em muitos municípios do Estado, essa faixa de locação responde por 90% dos aluguéis contratados.”
“É uma situação que vem se acentuando por causa da concentração de renda, dos empregos de baixa remuneração e que não pode deixar de ser considerada, tanto por quem pretende investir nessa área, quanto por quem tem a responsabilidade de planejar e agir para oferecer moradia decente às famílias”, destaca o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto. Ainda de acordo com Viana Neto, “a grande concentração do déficit de 6 milhões de moradias é por imóveis populares. E essa falta leva as famílias a alugar imóveis mais modestos ou baratos ou morar precariamente de favor, em cortiços e favelas.”
Outro dado apontado na pesquisa estadual realizada pelo Creci foi o de que o fiador foi a forma de garantia na maioria das locação no interior, respondendo por 91,97% dos contratos assinados.
Fonte: Jornal de Piraciaba On Line
Data: 26/agot/06